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Só por hoje Aliviando a carga 11 de março

“Não nos tornamos pessoas melhores, julgando os erros dos outros.  O que nos fará sentir melhor é limpar nossas vidas.” Texto Básico, p. 41 Algumas vezes precisamos de algo para nos ajudar a compreender o quanto guardar um ressentimento está nos fazendo mal. Podemos não estar atento a como os ressentimentos são destrutivos. Pensamos: “E daí, eu tenho direito de estar com raiva”. Ou: “Eu posso estar nutrindo um rancor ou dois, mas não vejo nenhum mal”. Para ver mais claramente o efeito que guardar ressentimentos tem em nossas vidas, poderíamos tentar imaginar que estamos carregando uma pedra por cada ressentimento. Um pequeno rancor, tal como a raiva por alguém dirigir mal, poderia ser representada por uma pedrinha. Nutrir má vontade em relação a um grupo inteiro de pessoas poderia ser representado por um enorme pedregulho. Se, de fato, verdadeiramente tivéssemos que carregar pedras por cada ressentimento, seguramente nos esgotaríamos com o peso. Na verdade, quanto mais incôm...

A Importância da Partilha

Desde que descobri o uso do meu especial, sinto uma imensa necessidade de conversar sobre, tipo falar, falar, falar e falar; mas o que acontecia (e acontece) as pessos ditas "normais" não entendem o que pensamos, não entendem nossos medos, anseios e além disso acha que a pessoa usa droga porque quer, ou porque é vagabunda, sem vergonha, etc. Eu posso dizer que sou uma pessoas abençoada, pois tive algumas pessoas que me ouviram e me ajudaram e muito, graças a Deus. No momento da internação do meu especial, foi explicado que eu deveria buscar um grupo de Amor Exigente , então fui fazer isso. Lá eu vi a importância do estudo e o quanto é essencial para nós a partilha (conversa, desabafo), isso me ajudou e me ajuda muito até hoje. Mas eu ainda sinto a necessidade de fazer mais, me falta, algo, quero contar par o mundo o que eu passo, o que eu fiz, como estou lidando, quero ouvir de outras pessoas o que elas fazem, saber se estou  no caminho certo. Pensei em tanta coisa par...

Só por hoje 10 de março Nossa própria recuperação

"Os passos são a nossa solução. São a garantia de nossa sobrevivência. São a nossa defesa da adicção, uma doença mortal. Nossos passos são os princípios que possibilitam a nossa recuperação.” Texto Básico, p. 20 Existe muita coisa boa em Narcóticos Anônimos. As reuniões, por exemplo, são ótimas. Vemos nossos amigos, ouvimos histórias inspiradoras, compartilhamos algumas experiências práticas, talvez até mesmo entremos em sintonia com nosso padrinho/madrinha. Os acampamentos, as convenções, as festas são todas maravilhosas, diversão limpa em companhia de outros adictos em recuperação. Mas o coração de nosso programa de recuperação são os Doze Passos – de fato, são o programa! Ouvimos dizer que não podemos ficar limpos por osmose – em outras palavras, não podemos só freqüentar as reuniões, não importam quantas vezes, e esperar respirar recuperação através dos poros de nossas peles. Recuperação, como diz o ditado, é um trabalho interior. E as ferramentas que usamos para real...

A conduta de um adicto

Li este artigo no blog De mãos Dadas vencendo a Codependência: Se você como eu, tem um adicto de convivência, certamente, já passou pela má conduta dele, em alguma, ou em muitas áreas de sua vida. um caráter deformador faz parte desta pessoinha tão especial. São incorretos, desleais, manipuladores e até traidores. Sintomas de uma doença que progride, arrasta, devasta, destrói. Por isto, que estar sobre o mesmo teto de um adicto é muito perturbador, cansativo, desesperador. No auge do uso, as coisas vão piorando e tudo que eles sabem é dar algum tipo de trabalho. Cada dia uma novidade, cada instante um novo conflito. Parece que o reservatório de problemas deles só aumentam, nunca diminuem. Não conseguem manter distância das confusões. Vivem como se estivessem numa terra de ninguém, onde eles mesmos fazem suas leis, suas regras, vão passando por cima das pessoas, dos sentimentos delas, como se fossem soberanos e únicos. Na doença se sentem únicos, na ilusão que as drogas trazem...

Só por hoje Pequenas coisas 9 de março

“No passado, transformávamos as situações simples em problemas;  fazíamos uma tempestade de um copo d´água.” Texto Básico, p. 99 Fazer tempestade em um copo d´água parece ser nossa especialidade. Você já ouviu falar que, para um adicto, um pneu furado é um acontecimento traumático? E aqueles que esquecem todas as regras de conduta quando confrontados com um mau motorista? O abridor de latas que não funciona – você sabe, aquele que acabou de jogar pela janela? Podemos nos identificar quando ouvimos outros partilharem: “Deus, dê-me paciência imediatamente!” Não, não são os maiores contratempos que nos levam à confusão. As grandes coisas – divórcio, morte, doenças graves, a perda de um emprego – nos desequilibram, mas sobrevivemos a elas. Temos aprendido pela experiência que devemos procurar nosso Poder Superior, e os outros, para ultrapassar as maiores crises da vida. São as pequenas coisas, os constantes desafios cotidianos de viver a vida sem usar drogas, que parecem afeta...

Só por hoje Prioridades - 7 de março

“Os bons momentos também podem ser uma armadilha; corremos o perigo de esquecer que a nossa primeira prioridade é nos mantermos limpos.” Texto Básico, p. 47 As coisas podem se tornar realmente boas em nossa recuperação. Talvez tenhamos encontrado nossa “alma gêmea”, construído uma carreira gratificante, iniciado uma família. Talvez os relacionamentos com os membros de nossas famílias tenham-se restabelecidos. As coisas estão indo tão bem que nós raramente temos tempo para freqüentar as reuniões. Talvez comecemos a nos reintegrar na sociedade com tanto êxito que esquecemos que nem sempre reagimos às situações como os outros. Talvez, só talvez, tenhamos esquecidos algumas prioridades. A freqüência às reuniões ainda é uma prioridade para nós? Ainda apadrinhamos? Telefonamos para nosso padrinho/madrinha? Que passo estamos trabalhando? Ainda temos boa vontade para sair da cama e atender, em alguma hora indesejável da noite, uma chamada do Décimo-Segundo Passo? Lembramo-nos de pr...

Um sentimento chamado saudades

Essa semana tá complicada.... Estou com um mix de sentimentos, saudades, preocupação, medo, sei lá o que mais.... Achei que a 2ª internação seria mais fácil, mais desta vez, sinto meu especial diferente... Sinto em meu coração, mesmo estando longe, sem vê-lo, sem falar com ele, que ele não tá legal... Mas ao mesmo tempo que fico desse jeito "sei lá o que", eu sei que faz parte tudo isso, sei que é importante pra ele estar se "batendo" com ele mesmo; penso que é fundamental para que ele realmente faça o tratamento,se conheça e veja onde errou... Sei que estou fazendo o certo, digo isso, graças aos estudos, pesquisas, conversas com outros adictos, as reuniões de Amor Exigente Mais tem dias que são cinzas pra nós, pois mesmo acreditando em dias melhores, sou ser humano e o medo bate, medo que ele saia da CT, medo que ele jogue tudo fora e volte para a ativa, medo de um quadro depressivo grave, medo que ele desista da vida O bom que em meio a tudo isso, lembro ...

Só por hoje 6 de março Racionalizando nossa recuperação

"Como resultado dos Doze Passos, não sou capaz de me agarrar às velhas maneiras de enganar a mim mesmo.” Basic Text, p. 176* Todos nós racionalizamos. Algumas vezes sabemos que estamos racionalizando, admitimos que estamos racionalizando; entretanto, continuamos a nos comportar de acordo com nossas racionalizações! A recuperação pode se tornar muito dolorosa quando decidimos que=, por uma razão ou outra, os princípios simples do programa não se aplicam a nós. Com a ajuda de nosso padrinho e de outros em NA, podemos começar a olhar as desculpas que usamos para nosso comportamento. Achamos que alguns princípios não se aplicam a nós? Acreditamos que sabemos mais do que todo mundo em Narcóticos Anônimos, mesmo aqueles que tem estado limpos por muitos anos? O que nos faz pensar que somos tão especiais? Não há dúvida que podemos racionalizar com êxito nosso caminho por algum tempo em nossa recuperação. Porém, mais cedo ou mais tarde, temos que honestamente encarar a verdade e co...

A Proposta do Amor Exigente

Novo enfoque para educar e viver dentro de verdadeiros e eternos valores éticos e morais. Reflexão e Crítica sobre o mundo atual. Viver um Amor Responsável! Não precisamos ser autoridade, nem superdotados, com solução para todos problemas;   Precisamos Amar, Ajudar e Aceitar Sermos Ajudados. Fixar os limites do que é aceitável e viver dentro deles. Disciplina na liberdade. Não procurar causas fora de mim ou de meus familiares para desculpar de comportamentos inaceitáveis.  Não caçar culpados. A mudança independe deles. Responsabilizar a quem de direito pelas próprias ações. Distinguir amizade de cumplicidade e omissão. Desencorajar a agressão e a violência. Estimular o diálogo, a compreensão e a razão. Exigir que o comportamento inaceitável cesse. Distinguir a pessoa que amamos dos seus maus hábitos e comportamentos, que reprovamos. Encorajar as pessoas a agir, em vez de só falar. Construir a cooperação familiar e comunitária. Porque participar de grupos de ...

Só por hoje Do despertar primário ao despertar espiritual - 5 de março

“Quando surge necessidade de admitirmos nossa impotência, podemos primeiro procurar maneiras de exercer poder sobre ela. Após esgotarmos estas maneiras, começamos a partilhar com os outros e encontramos esperança”. Texto Básico, p. 89 Temos ouvido algumas vezes em nossas reuniões que “o despertar primário conduz ao despertar espiritual”. Que tipos de despertar primário temos em recuperação? Tal despertar pode ocorrer quando uma parte indesejável de nosso comportamento, que pensávamos ter seguramente escondido, é repentinamente revelada para todo mundo ver. Ou nosso padrinho/madrinha pode provocar tal despertar nos informando que, como qualquer outra pessoa, temos que trabalhar os passos se esperamos ficar limpos e nos recuperar. A maioria de nós detesta ter as máscaras removidas; não gostamos de ser expostos. A experiência liberta uma grande dose de humildade. Nossa primeira reação para tal revelação é usualmente o choque e a raiva, ainda que reconheçamos a verdade quando a ouvim...