O Porque Deste Blog

Blog dedicado a todos que queiram saber mais sobre Dependência Química, suas causas e consequências.

Entender que o drogado não é um vagabundo, sem vergonha e sim um doente que precisa de ajuda de todos e que o familiar também adoece tanto ou mais que o dependente.

Espero que quem aqui passar leve consigo um a esperança de dias melhores e que possam compreender e buscar saber cada vez mais sobre esta doença.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

A recuperação do meu adicto

Olá pessoal, quanto tempo né?
Demoro mais apareço pra contas as novidades e hoje trago boas novidades sobre a recuperação do meu adicto.
Em 5 de janeiro escrevi para vocês como estava indo a recuperação do meu adicto (CLICA AQUI) e posso dizer que tivemos progressos e é isso que venho trazer para vocês.
Mudanças que notei de lá pra cá é que ele está mais "em casa" e está buscando as coisas dele, semana retrasada ele se matriculou num curso de qualificação eu fiquei bem contente e ele também é uma evolução, sinal de recuperação.
Ele segue trabalhando no mesmo emprego de antes, porém semana passada ele teve que ir para a cidade onde ele morava antes, pois o trabalho agora é lá. Eu não gostei,não queria, pois fiquei com medo que ele voltasse a vida de antes(casamento etc) mas não podemos segura-los não é mesmo? Até porque quem quer usar, usa independente do lugar.
Domingo, (10/02),fui com ele até a rodoviária , esperei ele embarcar e orei muito para que ele tivesse serenidade para seguir com os seus objetivos. Fui conversando com ele durante a semana ele estava bem, pois lá ele tem contato com filho dele e isso é muito importante pra ele.
Na sexta não tinha como eu não ficar ansiosa pois é o dia dele voltar pra casa. E ele voltou e voltou bem!!!! Ele segue indo no NA uma vez por semana. Chegou sexta e já se organizou para ir na reunião.

E ontem, sábado ele iniciou o curso que ele havia feito a inscrição. Estava todo empolgado e isso é maravilhoso, não tem como meu coração não se encher de alegria. Só por hoje vencemos!
Ele fez um post em sua rede social sobre o início do curso e eu comente o seguinte: Parabéns, tu não tem ideia do quanto isso me deixa imensamente feliz. Me faz ver que valeu a pena cada oração minha, cada vez que eu tive que fingir que estava tudo bem. Te amo infinitamente e o Lorenzo vai ter muito "orgulho" de ti.

E é exatamente isso gente, muitas vezes eu sabia que as coisas não estavam bem como ele me falava mas eu fingia até porque eu discutir com ele não ia adiantar nada. Hoje vejo que fiz o correto até porque ele não morava comigo para que eu tivesse uma atitude mais drástica. Certa vez até me questionei se não estava deixando as coisas comodas para ele ,afinal, ele fazia o que queria e eu indiretamente aceitava. Mas refletindo eu vi que eu não estava de um todo errada pois ele sabia que eu não concordava com as escolhas dele e ele também sabia que quem estava perdendo era ele e não eu.
Bom, hoje estamos vivendo bem e em harmonia. Não fico pensando até quando, aproveito o dia de hoje, os sucessos de hoje pois amanhã é outro dia e não cabe a nós querer adivinhar como será.
Como eu sempre falo, não tenho a receita para a recuperação de ninguém pois somos seres individuais, cada um vivendo a sua história. Conheço várias histórias de recuperação , uma diferente da outra, então cada um tem que buscar a sua. A gente vai testando sabe, acredito que eles também. O que eu posso dizer que funciona e isso serve para todos é que a família precisa buscar a sua recuperação, precisa buscar entender porque senão fica extremamente difícil ajudar e a tendência e a doença agravar cada vez mais tanto pra eles quanto os familiares.

Queridos leitores,  não desanimem! Busquem ajuda! Acreditem com todas as suas forças que a recuperação é possível! Não desistam dos seus adictos! Lutem! Mesmo que seja de longe mais lutem!
Não esqueçam de buscar viver o só por hoje é muito importante!


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

SOFRIMENTO DE PAIS NÃO SALVAM FILHOS



Pais e mães, quando surpreendidos pela dependência química de um filho, experimentam sofrimentos profundos. Sentimentos de dor e tristeza os afetam intensamente, tirando lhes toda a alegria de viver. Sempre ouviram falar sobre as drogas, porém nunca imaginavam que isso pudesse acontecer em sua casa.

Em geral, imaginavam que isso acontecia com filhos negligenciados ou abandonados e, como sempre deram "de tudo" ao filho, muitos sentiam-se imunes ao problema. Criaram expectativas, as melhores possíveis, e idealizaram um filho sem problemas graves.

Quando o fato vem à tona, o primeiro sentimento experimentado é a frustração: -“Como ele pôde fazer isso com a gente”? Sentem-se traídos pelo filho, principalmente porque o ouviu repetir inúmeras vezes que podiam confiar nele.

Os sofrimentos vão se somando e o sentimento de culpa também passa a dominar os pensamentos dos pais: - “Onde será que nós erramos”? Não bastasse culparem a si próprios, também se culpam mutuamente. Os porquês martelam em suas mentes em uma busca vã pelas respostas.

Os medos e as incertezas sobre aquilo que virá pela frente os deixam apavorados e muitos experimentam o pânico. As noites não são mais donas de um sono tranquilo, quando o filho está fora, e basta um toque do telefone ou a sirene de um carro de polícia para acordarem de sobressalto.

Sentimentos como amor e ódio se confundem. Ao mesmo tempo em que amam o filho, também sentem raiva pela situação em que ele se meteu. Os pais sentem como se todos os olhares se direcionassem a eles, como a condená-los, assim, enchem-se de vergonha e como consequência, muitos paralisam e buscam o isolamento.

Outros, equivocadamente, fazem questão de escancarar o sofrimento que estão vivenciando, numa insana ilusão de que o dependente se sensibilize, tenha pena dos pais e mude suas atitudes. Sem sucesso.

Sabemos que muitos pais de dependentes químicos se identificarão com esses relatos, pois eles já experimentaram na pele sua cruel força e seria hipocrisia, de minha parte, achar que isso poderia ser diferente. Precisamos respeitar esse momento e o primeiro passo no cuidado desta família é pegá-los no colo, dar esperança e fazê-los crer que há soluções.

Os sentimentos profundos são reflexos do problema enfrentado mas, devagar precisam enfrentar suas dores e reagir. Sabemos que os pais são afetados pelas atitudes dos filhos, mas precisam lutar com todas as suas forças não permitindo que o problema os adoeçam a ponto de destruí-los. Pais doentes não possuem forças suficientes para realizar aquilo que mais desejam: ajudar o filho. Fragilizados e em desespero são facilmente manipulados pelo dependente.

Pais, façam tudo o que for possível para ajudar seu filho a recuperar-se. Não meçam esforços e vão à luta. Busquem conhecimentos, saiam do isolamento e enfrentem o desafio com coragem. Não tenham vergonha de buscar ajuda, mas não esqueçam que também são gente. Lutem bravamente contra o sofrimento profundo, que em nada colabora para a solução do problema e acredite: SOFRIMENTO DE PAIS NÃO SALVAM FILHOS.

Texto de Celso Garrefa

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Trazendo Novidades

Olá pessoal!
Saudades de fazer um post, saudades de interagir com vocês!!
Tenho uma novidade super bacana pra vocês !
Os leitores mais antigos do blog sabem o quanto eu gosto do voluntariado e o quanto eu bisco ajudar as família de dependentes químicos, mesmo sem ter qualificação, busco ajudar com a minha vivência, com o que aprendi ouvindo partilhas, lendo, estudando e isso me faz muito bem. E venho há algum tempo querendo trabalhar na área e então num domingo a tarde decidi que iria me matricular na faculdade de Serviço Social.
Como tudo foi acontecendo: lá em 2015 eu já havia pesquisado valores para fazer esta faculdade a distância mas como sempre a situação financeira sempre falou mais alto e aí o tempo passou muitas coisas aconteceram e deixei de lado. Em 2017 pensei novamente mas deixei de lado. Ano passado olhei valores mas como meu orçamento é sempre muito apertado nem dei vazão a esta ideia.
Domingo, 06 de janeiro estava em casa e resolvi nem sei porque olhar os valores e então disse para meus filhos preciso que vocês me ajudem a pagar uma faculdade. Os dois concordaram (mas eu acho que eles não levaram a sério, até porque mais do que ninguém eles sabem como as coisas são apertadas).
Na terça, dia 08 eu acordei cedo e fui fazer a minha matrícula, cheguei lá nem acreditando, tremia gente (não sei quais os reais motivos, era medo da redação que eu teria que fazer (que por sinal foi sobre Redes Sociais hehe), se pelo tanto que eu iria que estudar ou pela situação financeira). Bom, no fim deu tudo certo saí de lá nem acreditando, muito feliz. Estou muito ciente que será uma grande batalha que terei que rever muito os meus gastos mas fiquei bem feliz mesmo, estou louca para iniciar.
Confesso a vocês que fiquei pensando caraca! vou me formar, se tudo der certo, com 51 anos será que terei oportunidade na área? E aí lembrei mas vai ser algo bem legal, vou passar este exemplo para meus filhos e principalmente para meus netos.
Obviamente que eu fiz" textão" nas minhas redes sociais e recebi tanto mais tanto incentivo, tantas palavra de carinho, de pessoas que eu nem esperava e isso me motiva mais ainda.
Vejam alguns relatos que legal:
"Parabéns Neusinha, o que vai ser disto? Uma excelente profissional que vai auxiliar muitas famílias" 
"Neusa não tenho dúvidas que teu caminho vai ser brilhante"
"Que show amiga! vais tirar de letra! E se eu puder te ajudar de alguma maneira, conte comigo"
"Com certeza essa profissão é a tua cara" 
"Vai firme, coragem é o que não te falta"
Tu merece amiga, sucesso sempre SS é a tua cara"

O que eu desejo com este post: falar que é possível viver a nossa vida independente das escolhas de nossos especiais, eu sei que sempre falo isso mas é a mais pura realidade. Sou muito ciente que não é algo fácil mas possível, desde que nos predispomos para isso. Aprendi com o tempo, que nos tornamos tão fortes e capazes, acredito que muitos familiares nem se vejam assim e isso até faz parte do processo. Acreditem!!! Quando buscamos nos conhecer, buscamos uma espiritualidade, buscamos entender a DQ e buscamos principalmente o nosso desligamento emocional conseguimos seguir em frente, enfrentar os desafios e correr atras de nossos sonhos.


Portanto queridos leitores, não desistam da vida, não desistam de vocês, de seguir a vida independente que você seja um adicto ou um familiar. Seguir em frente É POSSÍVEL e FUNDAMENTAL.
Tenho certeza que iremos tropeçar durante a caminhada mas não podemos e não devemos desistir.

Beijo a todos!



domingo, 6 de janeiro de 2019

Ação ou Reação


Conviver com um dependente do álcool ou de outras drogas dentro de casa é uma situação insana que leva muitos familiares ao desespero. Como muitos não estão preparados para enfrentar esse desafio, não sabem como agir e numa tentativa desesperada de solucionar o problema apenas reagem às atitudes do outro. Essas reações, além de não solucionar o problema, são combustíveis para os conflitos.
Criar conflitos é uma especialidade de muitos adictos. Enquanto na ativa são verdadeiros mestres na arte das chantagens, das manipulações, das ameaças. Sabem perfeitamente bem quando é hora de fazer barulhos e quando é hora de se fingirem de coitadinhos.
Precisamos buscar o equilíbrio necessário para não abraçarmos uma loucura que não nos pertence. Aquele que está alterado pelos efeitos das substâncias entorpecentes é ele, não nós. Se chegarem gritando, não adianta gritarmos mais alto. Se estiverem buscando o conflito, nada resolve entrarmos no embate. Não é o momento de confrontarmos enquanto estão sob o efeito das drogas.
Não é esse o momento de tentarmos o diálogo, pois eles não estão em condições de nos ouvir. Não é hora que atacá-los com palavras ofensivas, ameaçá-los ou agredi-los. Nada disso resolve. O mundo do conflito é o mundo deles, não pode ser o nosso. Entrar nesse jogo é derrota certa. As reações não possuem um propósito. São motivadas pelo desespero, seja porque perdemos a paciência ou porque estouramos nossos limites emocionais. Seja porque estamos com raiva ou porque não sabemos o que fazer.
Outra forma de reação, e isso é uma característica marcante da codependência, é anularmos nossa existência, entregando-a por completo para o domínio do adicto, ou seja, paralisamos todas as nossas ações e apenas reagimos de acordo com os comportamentos deles. Só conseguimos ficar bem se ele estiver bem. Só conseguimos dormir à noite, se ele estiver em casa. Só vamos às reuniões se ele também for. Tudo o que ele deseja, atendemos prontamente. Em geral, deixamos de viver a nossa vida para viver a dele, transformando-o no centro do universo da casa.
Precisamos trocar as reações por ações. Isso exigirá, de nós, a busca de um equilíbrio emocional e comportamental adequados para lidarmos com uma situação de grande complexidade, sem, no entanto, entrarmos no desespero e na loucura do outro. Abandonar as reações não significa aceitarmos tudo aquilo que o outro faz de errado e se calar, pelo contrário, significa parar de reagir para agir de acordo com nossa personalidade. Significa tomarmos atitudes e nos posicionarmos com muita firmeza e clareza.
Quando trocamos nossas reações por ações assumimos o nosso domínio, sem transferir o controle da nossa vida a uma pessoa adoecida pela dependência. Isso significa que devemos fazer tudo aquilo que precisa ser feito, sem medir esforços na busca da solução do desafio, mas cuidando para que o problema não nos adoeça mais que o próprio dependente, pois um doente não tem forças para ajudar o outro e, como tenho dito, sofrimento de pais não é remédio capaz de salvar nossos filhos.
Por Celso Garrefa

sábado, 5 de janeiro de 2019

Após a internação do meu adicto- nosso dia a dia

Olá meus queridos e queridas!!
Saudades!
Estava louca pra vir aqui mas estava colocando a cabeça em ordem pois são tantas coisas para colocar pra vocês.... mas vamos lá...

Dia 20 de Janeiro meu filho veio para casa. Aqui começa uma etapa que eu nunca vivi, a convivência diária com um adicto em recuperação.
Meus leitores mais antigos sabem o quanto estudo, leio e busco me informar mas na prática dá um frio enorme na barriga da gente, acredito que o fato  de não morarmos mais juntos há alguns anos foi um dos fatores para este frio na barriga.
Tivemos dias tensos, era tudo  novo para todos.Uma adaptação para todos, mas mesmo assim agradeci muito a Deus por esta oportunidade. Tive amigos que me ajudaram, meu grupo no whats de codependentes foi fundamental e a minha espiritualidade. Sem buscar o equilibrio com Deus tenho certeza que seria bem difícil.
Meu adicto teve diversos dias de introspecção, falou muito pouco com a gente, só o necessário mesmo e isso sinceramente,me consumia pois a nossa mente é terrível, eu não sabia se ele estava bem, se ele estava arrependido, se ele queria voltar para a ex esposa, se ele queria usar, se era saudades do filho, se era porque estava sem emprego.
Na verdade agora que a poeira baixou (eu me acalmei) entendo que não deve ter sido nada fácil pra ele, muitas mudanças, escolhas a fazer e ou refazer, escolher um novo caminho a trilhar ou não. E com certeza voltar a morar na casa da mãe não deve ser nada fácil ainda mais uma mãe, como ele fala, com Amor Exigente na veia.
Em duas semanas, duas vezes tentei conversar com ele e acho que deu um certo resultado, da forma dele ele me respondeu.
Obviamente que não sei o que se passava com ele, ele nunca foi de falar as coisas em casa. Mas apesar de tudo percebi que ele estava buscando, foi ao grupo de NA (era algo que ele queria bastante), esteve na igreja de preferencia dele, buscou padrinho dele (um cara muito show que ele conhece na primeira internação e trouxemos para a nossa vida até hoje), conversou bastante com um rapaz que ele conheceu nesta internação e assim foi indo.
Tive um mix de sentimentos e muita ansiedade, chorei, sorri, me preocupei (até demais eu acho), perdi minha serenidade, mas me dei conta com ajuda de amigos, do grupo e das orações que eu estava agindo errado. Havia me esquecido que nada muda se eu não mudar e que nada absolutamente nada acontece sem a permissão de Deus. Então respirava fundo e seguia, a cada dia vencido era uma vitória. Confesso que não entendia muito afinal meu filho estava muito introspectivo e foi algo que eu não imaginei.

Passamos Natal e aniversário dele bem, meio tenso até porque ele estava longe do filho e eu sei muito bem como não é legal passar estas datas longe de filho.Aqui de novo entra a ansiedade e as expectativas que criamos erradamente,não foi como eu esperava, mas foi...aconteceu e graças a Deus, meu filho, mesmo sendo calado, no canto dele,estava em casa e sóbrio e isso é tudo que nós familiares desejamos.
Ano novo ele resolveu passar com o grupo de NA,eu achei bem legal, importante para ele. Chegou em casa animado e isso foi muito bom.

Bem,meu filho resolveu voltar para emprego que ele tinha, ele fica a semana toda fora e aos finais de semana vem pra casa. Eu não sei se foi uma boa escolha sinceramente, tenho receio que ele trilhe o mesmo caminho e se não houver mudanças sabemos onde tudo vai parar.
Mas é somente com o tempo que iremos saber das coisas, o que importa neste momento é que ele se encontra limpo.
Hoje foi primeiro final de semana dele em casa após trabalho,como combinamos o chefe dele depositou valor dele na minha conta e hoje ele comprou o que precisava.
Semana que vem vamos visitar o filho dele aí vamos ver como tudo vai se dar.

O que eu tiro de importante e trago para reflexão de todos:
A) Sem espiritualidade eu não sei o que seria de mim, como me ajudou, como me deu equilíbrio, retomei até as minhas meditações;
B) Meus amigos  como já falei foram fundamentais. Recebi todo o tipo de ajuda, aqui ressalto a importância das amizades;
C)  Grupos de ajuda no whats Codependentes Unidos . Somos ouvidas, recebemos aconselhamentos, ouvimos histórias parecidas com as nossas e que nos ajudam a buscar o equilíbrio;
D) Viver o SÓ POR HOJE, isso é fundamental. Na ânsia de querer ajudar, de querer ver as mudanças metemos os pés pelas mãos como diz o ditado e esquecemos de viver o dia de hoje, o momento, o instante e isso é fundamental para qualquer ser humano e para os adictos e seus familiares é fundamental.

Uma pergunta que debatemos bastante no nosso grupo de codependentes é porque os adictos são indiferentes com quem ajuda eles.  Digo isso porque quando ele ligava para as pessoas ele era bem humorado,conversava bastante, ria bastante e com agente de casa era diferente. Ao partilhar isso no grupo percebemos que é uma características da maioria e é algo que ficou no ar, que não tivemos um entendimento, pois partimos do princípio que deveria ser diferente, quem está ajudando, quem estendeu a mão deveria ser tratado com carinho atenção e gratidão (demostrar através de conversas, de uma interatividade dentro de casa, etc).
Se algum adicto ler este post e quiser se manifestar sobre este questionamento, nós vamos agradecer muito.

Bom sigamos meus amores, recomeçando a cada dia, sempre com muita esperança e acreditando na recuperação.

Beijos a todos.