O Porque Deste Blog

Blog dedicado a todos que queiram saber mais sobre Dependência Química, suas causas e consequências.

Entender que o drogado não é um vagabundo, sem vergonha e sim um doente que precisa de ajuda de todos e que o familiar também adoece tanto ou mais que o dependente.

Espero que quem aqui passar leve consigo um a esperança de dias melhores e que possam compreender e buscar saber cada vez mais sobre esta doença.

domingo, 4 de novembro de 2018

Será que esta dor um dia vai passar?

Quanto tempo não apareço por aqui!
Confesso que tive um pouco de preguiça e também não queria,no momento escrever sobre nós (eu e meu filho), queria ficar sozinha comigo mesmo, pensando, analisando....
Há algumas semanas,eu fui para Tapes,passei 3 dias lá. Matei saudades de pessoas que são muito importantes pra mim, valeu a pena.
Havia combinado,antecipadamente com meu filho que ele viria comigo para casa pois ele e as irmãs precisavam resolver umas pendências do pai deles. Tudo certo, tudo combinado.
Já tinham me falado que ele estava usando e me falaram para que se eu pudesse trazer ele pra casa para tentar algum tratamento com ele.
Nos encontramos e então, estava tudo bem. Conversamos, combinamos a nossa vinda pra casa e ele deixou comigo o dinheiro dele para o retorno. No outro dia me pediu 20,00 porque tinha que emprestar para o sogro, ali eu vi que tinha algo errado.

Chegou o domingo, combinamos que apos o almoço ele iria me encontrar para voltarmos cedo e isso não aconteceu, e, ele me disse que achava que não poderia ir no horário combinado pois a esposa estava trabalhando e ele estava com o filho, só que isso não é empecilho pois o menino sempre fica com a bisa. Ali eu vi que ele não viria pra cá e que estava me enrolando por causa de drogas. Dito e feito!
Troquei o horário então, já sabendo que mesmo assim ele não iria.Chegou 05 minutos antes do horário, eu já estava na rodoviária ele me liga avisando que iria só no próximo e foi na minha amiga pegar o dinheiro dele que até então era para a passagem.

Meu ônibus estava partindo e quando olho para o lado, quem eu vejo de bicicleta??? Meu filho!!!! Andando calmamente e não estava em direção ao bairro dele. Rezei para que ônibus logo chegasse na parada pois sabia que ele passaria pelo ônibus e não deu outra!!!!
Fiquei observando ele bem tranquilo na sua bicicleta, falando no celular,andando como se estivesse indo passear...(difícil escrever ainda, não tem como eu não me emocionar).
Fiquei olhando pra ele e parece que em poucos segundos o mundo parou...Meu filho tão bonito(e não é coisa de mãe, ele é bonito mesmo), tão bem arrumado, barba feita, indo para o seu matadouro(porque eu sabia que ele já tinha pego o dinheiro com minha amiga e estava indo buscar droga. Parecia um passeio tão simples pra ele,parecia que ele estava indo  visitar alguém, indo para casa... E no fim ele estava indo morrer mais um pouco.. Caraca!!!!! como pode??? Por mais que a gente saiba as coisas, por mais que se estude, que busque entender a cabeça deles é tremendamente difícil ver uma cena dessas! Eu não o vi na boca, não o vi comprando, mas sabia que ele estava se locomovendo pra isso e não deu outra. Ele segue andando e eu ali parada olhando,por um segundo pensei em chama-lo mas a janela não abria e então observo com meu coração em pedaços ele entrar na vila que ele não mora (estava longe de onde ele mora) e ele segue calmamente indo fazer a sua compra, o seu passeio. Queria muito que por um instante eu estivesse errada, que por um instante nada daquilo estivesse acontecendo.Mas é a realidade dele e eu não sei mais o que fazer, como fazer.

Que dooooooooor que cala na alma,que doooooor que não tem explicação, acho que essa dor não passa sabe? Já se passaram 3 semanas e estou escrevendo para vocês aos prantos. Confesso que achei que agora seria mais fácil, mas ainda dói e vai doer sempre,acho eu....Acho que nosso coração vai se acostumando sei lá... As vezes me pergunto se algum dia nós familiares vamos nos acostumar com isso, digo no sentindo de não sentir tanta dor, de não se sentir tão impotente. Mesmo eu sabendo que nada é por acaso na vida eu tenho uma certa dificuldade. Sei muito bem que são as escolhas dele, não duvido disso em momento alguém, não culpo ninguém nem a mim mesmo por ele estar nessa vida, mas é impossível ficar indiferente a tudo isso.


Será amigos queridos que um dia essa dor passa??? Me pergunto muito isso, quase que diariamente.Eu aprendi que não posso parar, que minha vida deve seguir e eu faço isso, de verdade, faço muitas coisas que eu gosto e que me dão satisfação e pretendo assim seguir mas sempre que fico sabendo das recaídas dele eu fico assim, normal né? Afinal além de mãe sou um ser humano que se importa com seu próximo.

Pensei muito o que fazer, como ajudar, mas lá no meu íntimo por mais que eu pense eu sei que só depende dele, única e exclusivamente dele. Isso é o difícil, muitoooooooo difícil.
Meu pensamento mais sincero e é o que falo para todas as famílias é que devemos fazer de tudo para que não tenhamos o pensamento de que eu não fiz tudo que estava ao meu alcance.
Hoje eu consigo ver 2 possibilidades de tratamento, uma internação hospitalar,que tem aqui na minha cidade e que achei muito boa, mas onde o adicto tem que querer(LINK PARA QUEM SE INTERESSAR PELO TRATAMENTO) e uma internação compulsória e esta eu ainda não tenho coragem. Tenho dúvidas e penso que não devemos fazer nada que não tenhamos certeza para não nos arrependermos depois.

No domingo mesmo falei com ele e claro veio com desculpas que ia no mercado,aquele bla bla bla que todos nós já sabemos. Eu pedi que ele refletisse e tomasse uma atitude diferente na vida dele ,mas o que eu quero de diferente pra ele, ele ainda não consegue realizar.

Acredito que sempre vamos nos sentir de mãos amarradas e no fundo é uma realidade,mas acredito muito que nos unindo, partilhando, estudando vamos vencer. Vencer a nossa doença, a nossa dor e com o tempo e no tempo deles, eles também.
Sigamos, juntando os caquinhos e indo sempre em frente.Por mais difícil, por mais dolorido que possa ser,não vamos desistir, não vamos parar as nossas vidas.
Temos uns aos outros, temos os grupos presenciais, do face,de whats, temos os sites e blogs que nos aproximam tanto! Sigamos amigos, sigamos!


Fico aliviada de dividir com vocês mais este momento.
Obrigada por estarem aqui comigo, me ajudam muito.



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Mensagem para o adicto


Olá pessoal!
Trago hoje, um trecho do livro Inimigo Oculto de Dárlea Zacarias, direcionado aos adictos, muito interessante:

"...não estou aqui tentando lhe convencer de nada. Basta olhar para sua vida com honestidade, e talvez você me dê razão. Responda-me rápido: A sua vida está tranquila? Você consegue traçar uma meta e chegar ao final? e os seus relacionamentos , como estão? Você paga as suas contas em dia? E a sua saúde, vai bem? Tem dormido direitinho? A sua autoestima está em alta ou vez ou outra se sente um espantalho que mal consegue se olhar no espelho? Tem mentido muito? Nega que tenha problemas com drogas? Defende seu direito de usar? Magoa pessoas que ama, e que lhe amam também? Você promete que vai usar só um pouquinho e quando se dá conta da hora, o dia já amanheceu? Já gastou uma grana que não poida gastar? Já se sentiu deprimido e fracassado pós-uso? Esta respostas, só você poderá responder. E, se respondeu sim a algumas delas, está na hora de repensar o que está tentando fazer com a sua vida. Afinal  ela é só sua, mas é só uma, lembre-se disso! Antes de finalizar, eu vou lhe fazer uma última pergunta, que talvez o leve a refletir sobre as perdas consequentes do uso de uma forma diferente:  - Você está em paz? Estou lhe fazendo esta pergunta porque, se você não se identificar com a dor e o sofrimento que passei, provavelmente existe, em seu interior, um sentimento que lhe faça tanto mal como já me fez? A total falta de paz. E, se você já perdeu a sua, com certeza já está passando da hora de pedir ajuda.
Cada um no seu quadrado, você poderá pensar. Mas, me sinto na obrigação de lhe avisar que se você for um adicto, não ficará velhinho usando drogas.
Você não focará deitado, em uma confortável rede usando a sua droga de escolha e fazendo planos, por que quem usa drogas é um engenheiro de obras inacabadas.
O caminho das drogas é sempre árduo, e o preço pago pelo uso, é muito alto, pode acreditar! São três os caminhos que ela lhe levará: Prisão, instituição e morte, não necessariamente nesta ordem! A morte poderá vir primeiro, e...
Use o cérebro que Deus lhe deu, criatura! A minha capacidade de raciocínio vem funcionando porque coloquei a minha cabeça para funcionar também, e parei para pensar na "M" que estava fazendo com a minha vida, e cheguei à conclusão de que, quando me drogava me tornava uma débil inconsequente e alienada, que trocava a minha liberdade por uma vaguinha na cela de quem vive acorrentado pela depreciação. Essa era a condição que a droga me impunha, roubava a minha capacidade de escolha, tirando a minha liberdade..."

Neste trecho ela nos mostra que é possível mudar e que juntos somos mais fortes. Está em nós fazer a diferença!

Espero que este trecho sirva de reflexão e que possa ajudar a todos!
Busque ajuda! 



Forte abraço!


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Falando sobre o Crack

No Insta @adependenciaquimicadq, me pediram para falar do crack, então fiz este pequeno artigo com algumas informações, espero que seja útil.

O crack leva 10 segundos para fazer o efeito, gerando euforia e excitação; respiração e batimentos cardíacos acelerados, seguido de depressão, delírio e “fissura” por novas doses. “Crack” refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio. Os pedaços grossos secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato. Os últimos estouram ou racham (crack) como diz o nome.
Ele é de cinco a sete vezes mais potente do que a cocaína, o crack é também mais cruel e mortífero do que ela. Possui um poder avassalador para desestruturar a personalidade, agindo em prazo muito curto e criando enorme dependência psicológica. Assim como a cocaína, não causa dependência física, o corpo não sinaliza a carência da droga.
As primeiras sensações são de euforia, brilho e bem-estar, descritas como o estalo, um relâmpago, o “tuim”, na linguagem dos usuários. Na segunda vez, elas já não aparecem. Logo os neurônios são lesados e o coração entra em descompasso (de 180 a 240 batimentos por minuto). Há risco de hemorragia cerebral, fissura, alucinações, delírios, convulsão, infarto agudo e morte.

O pulmão se fragmenta. Problemas respiratórios como congestão nasal, tosse insistente e expectoração de mucos negros indicam os danos sofridos.
Dores de cabeça, tonturas e desmaios, tremores, magreza, transpiração, palidez e nervosismo atormentam o craqueiro. Outros sinais importantes são euforia, desinibição, agitação psicomotora, taquicardia, dilatação das pupilas, aumento de pressão arterial e transpiração intensa. São comuns queimaduras nos lábios, na língua e no rosto pela proximidade da chama do isqueiro no cachimbo, no qual a pedra é fumada.
O crack induz a abortos e nascimentos prematuros. Os bebês sobreviventes apresentam cérebro menor e choram de dor quando tocados ou expostos à luz. Demoram mais para falar, andar e ir ao banheiro sozinhos e têm imensa dificuldade de aprendizado.
Ação no sistema nervoso
Em uma pessoa normal, os impulsos nervosos são convertidos em neurotransmissores, como a dopamina (1), e liberados nos espaços sinápticos. Uma vez passada a informação, a substância é recapturada (2). Nos usuários de crack, esse mecanismo encontra-se alterado.
A droga (3) subverte o mecanismo natural de recaptação da substância nas fendas sinápticas. Bloqueado esse processo, ocorre uma concentração anormal de dopamina na fenda (4), superestimulando os receptores musculares – daí a sensação de euforia e poder provocada pela droga. A alegria, entretanto, dura pouco. Os receptores ajustam-se às necessidades do sistema nervoso. Ao perceber que existem demasiados receptores na sinapse, eles são reduzidos. Com isso as sinapses tornam-se lentas, comprometendo as atividades cerebrais e corporais
O crack nasceu nos guetos pobres das metrópoles, levando crianças de rua ao vício fácil e a morte rápida. Agora chega à classe média, aumentando seu rastro de destruição
 O caminho da droga no organismo
Do cachimbo ao cérebro
1. O crack é queimado e sua fumaça aspirada passa pelos alvéolos pulmonares
2. Via alvéolos o crack cai na circulação e atinge o cérebro
3. No sistema nervoso central, a droga age diretamente sobre os neurônios. O crack bloqueia a recaptura do neurotransmissor dopamina, mantendo a substância química por mais tempo nos espaços sinápticos. Com isso as atividades motoras e sensoriais são superestimuladas. A droga aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. Há risco de convulsão, infarto e derrame cerebral
4. O crack é distribuído pelo organismo por meio da circulação sanguínea
5. No fígado, ele é metabolizado
6. A droga é eliminada pela urina

TRATAMENTO – O tratamento contra a doença é muito complexo e necessita, de uma “assistência multiprofissional adequada, apoio da família, inclusive sob orientação médica, e muita força de vontade por parte da pessoa que faz uso da droga”. Mas, apesar das dificuldades é possível se livrar da dependência.
Existem vários níveis de intervenções para o êxito no tratamento do dependente químico, que pode ser desde o Tratamento Ambulatorial, passando por Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD), Desintoxicação Hospitalar, ou até mesmo tratamentos mais prolongados.
É sempre bom lembrar que o tipo de intervenção dependerá do diagnostico e da avaliação psiquiátrica que irá mensurar o nível de gravidade da dependência do paciente, o grau dos sintomas de abstinência, se há ou não doenças clínicas e/ou psíquicas associadas, e o nível de suporte familiar
Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição


domingo, 30 de setembro de 2018

Falando sobre preconceito

Para quem nunca passou pela situação de ter um adicto na ativa ao lado, é bem cômodo julgar; mas para quem vivencia o pesadelo das drogas em seu seio familiar, a história é bem outra.                                                                     
Muita gente julga quem passa por este drama, até o momento que se veem passando pelas mesmas questões. Estas pessoas se horrorizam com o uso de drogas, porque pensam que, quando este problema acontece na vida dos outros foi por que o adicto não teve uma boa educação,mas quando acontece na vida deles, começam a repensar suas próprias histórias e a rever as suas ideias préconcebidas.

O preconceito nos impede de falarmos abertamente da questão do uso de drogas. E, talvez, este seja um dos motivos que contribuem para a ampliação do problema.
Existem pessoas que,simplesmente, não toleram este assunto, e demonstram zero de interesse, até passarem por esta dificuldade. Eu respeito e aceito quem não se mostra. Por que cada um tem o seu motivo particular para agir assim. Mas,o fato, é que, é muito triste que isto ainda aconteça, em pleno século XXI, com as drogas em acelerado processo de evolução. Em minha opinião, saber nunca é demais, porque nunca se sabe quando iremos precisar usar estas informações, e o tempo que se leva em busca de ajuda para a doença da adicção, pode ser comparado ao tempo de levamos para socorrer alguém que esteja tendo um enfarto. Simplesmente poderemos constatar que chegamos tarde demais, e...
Queridos,vamos deixar para trás as ideias pré-concebidas e abrir as nossas mentes,deixando a ignorância de lado, para anos cercarmos de tudo que pudermos aprender como mecanismo de defesas e usarmos como ferramentas contra esta doença que já mata mais do que a guerra,dizimando pessoas importantes para nós da face da terra.
                                                                             Livro Inimigo Oculto de Dárlea Zacarias

Amigos,eu concordo plenamente com ela,sei que existe o anonimato, mas precisamos falar sobre para que as pessoas entendam e que termine o preconceito.
Eu por exemplo, logo que soube do uso do meu filho ouvi de uma pessoa "não comenta, sabe como são as pessoas"e eu como ainda estava meio perdida fiquei quieta, fiquei incomodada pois eu nunca fui de esconder a minha vida, mas fiquei quieta na época. Hoje eu vejo que não deveria, que na verdade eu devia ter dito algumas coisas para esta pessoa e se a minha história,a minha vida tem que ser escondida então eu não posso estar inserida naquele meio e tão pouco com a pessoa. Pode ser que  ela tenha falado realmente buscando me preservar, hoje eu vejo que era mais que isso, mas tudo bem, é fato do passado mas que penso que não se deve repetir.
Aprendi e aprendo muito com as histórias que leio de adictos e familiares por inúmeros blogs e livros e se isso não existisse como ficaria? Se com tanta informação que temos ainda existe um preconceito enorme imagina se continuássemos escondidas. Não sou melhor do que ninguém e como sempre falo por aqui a minha história é nada perto de tantas que conheço,mas eu sei a importância deste blog para muitas pessoas.(e este é o grande objetivo dele).
Viver o preconceito não é nada fácil, ele caminha lado a lado com a gente. Eu não saiu com uma plaquinha escrita "oi sou mãe de um dependente químico",não chego nos locais e digo "sou mãe de dependente químico",mas conforme as pessoas vão convivendo comigo elas
vão sabendo e aí chega a ser engraçado, pois elas mudam a postura e segundo elas o conceito. Mal sabem que sinto quando estão usando máscaras, sem contar que muitas vezes(e isso me doi muito) que dentro do meu seguimento religioso eu sinto que me olham diferente. Mas o bom de tudo isso,que apesar de ser estarrecedor eu tiro de letra, porque no fundo eu sei que essas pessoas gostam de viver de aparências e não buscam se importar de verdade com seu próximo. 
Essa semana mesmo ouvi dizendo "bandido tem que ser morto mesmo, é marginal tem que matar mesmo". Em tempo, não estou defendendo a criminalidade!
Isso é estarrecedor pois nós não sabemos o dia de amanhã,não sabemos o que podemos fazer daqui a algumas horas e muito menos quem nossos filhos irão se tornar.
Outro preconceito que sofremos é que sempre falam que problema é a família, que o "drogado" não teve educação,a mãe não educou direito, a mãe não deu limites, é filho de pais separados, é podre e por aí vai. Pode ter ocorrido uma falha na educação sim, mas não quer dizer que isso seja regra geral. Existem as tendências que já trazemos, a nossa bagagem e que muitas das vezes fala mais alto. 

É muito chato tu passar por estes momentos,algumas vezes eu fico muito P da vida, vontade de botar o dedo na cara das pessoas e dizer muitas coisas mas sei que este não é caminho, então me controlo e me afasto das pessoas que tem estes pre julgamentos.
O que precisa ficar bem claro é que TODOS nós temos os nossos vazios existenciais e cada um tem um tipo de fuga.
E mesmo sabendo que não é fácil,eu vou seguir contando a minha história, sem vergonha nenhuma porque esta sou eu,não vou mascarar uma vida que eu não vivo.
Vou lutar bastante contra o preconceito pois sei o quanto ele dói e não quero que as pessoas fiquem sentindo isso a todo momento até porque já temos as nossas dores que não são nada fáceis.
Sigamos queridos amigos, de mãos dadas, firme e forte na nossa caminhada!

Forte abraço e beijo enorme a todos




                                                                                                          

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Adictos e Codependentes

Olá pessoal!
Estou lendo um livro ótimo!!!!!! Inimigo Oculto de Dárlea Zacarias(Adicta em recuperação), super indico para todos!
E destaquei alguns pontos bem interessantes, dentre eles um que ala fala do adicto (e ela pode falar com categoria pois é uma adicta.

Vejamos:
"Adictos são escravos dos seus atos insanos e pensamentos repetitivos e controladores e codependentes também. Com o tempo, acabamos por nos acostumar com a dor do controle, porque existe nela uma segurança distorcida que nos é muito familiar. Por isso, é mais fácil permanecermos no falso caminho daquilo que achamos que já conhecemos, do que abrirmos mão de tudo em busca do novo e do desconhecido, para enfim, decidirmos colocar um ponto final naquilo que nos machuca tanto. Só então a recuperação torna-se possível para ambos.
Sabemos que a codependência é a inabilidade de manter e nutrir relacionamentos saudáveis com os outros e consigo mesmo. Nos relacionamentos codependentes não existe a discussão direta dos problemas. Inexiste uma expressão aberta dos sentimentos e pensamentos, por que falta uma comunicação honesta e franca como um todo, e perecemos com expectativas irrealistas, falta de individualidade., desconfiança nos outros e em si mesmo.
Quem são eles? Onde vivem? O que fazem? Bem, isso parece uma chamada do programa Globo repórter, mas não é. É difícil denominar um adicto ou um codependente, porém um fato absolutamente inegável, é que eles se chocam o tempo todo entre si, na família, no trabalho e desculpe-me a sinceridade em dizer-lhes, ambos incomodam!
Existe algo que,  obviamente não podemos negar: Adictos são odiosamente inesquecíveis, olhando pelo prisma da questão de uma maneira totalmente positiva. De fato, somos complicados, mas ao mesmo tempo, também somos encantadores quando queremos. Por outro lado, olhando-nos de uma maneira negativa, sabemos muito bem que somos os piores quando assim decidimos ser. Quando somos bons, somos ótimos, quando somos maus, somos absolutamente perversos. Mas temos muitas coisas boas adormecidas. Somos diamantes brutos a serem lapidados.
Adictos tornam-se inesquecíveis pelo trabalho que nos dão, ou pelo afeto e orientação que pretendíamos lhe dar e não podemos, por isso, nos frustamos tanto.
Um adicto na ativa em nossas vidas é algo instigante e desestabilizador. Lidar com ele, realmente é uma loucura. Como diz a "hilária"Narcisa: Aí que loucura!
Adictos são complicados pelo frágil e descontrolado aspecto emocional e mental, mas mesmo assim, não conseguimos nos desvencilhar deles pelo simples fato de amá-los desmedidamente.
Ao aproximarmo-nos de um adicto, sempre corremos o risco de embarcarmos em uma aventura altamente perigosa e esgotante, onde seremos sugados, sem piedade, por um rodamoinho de emoções, se decidirmos acompanhá-los mais de perto.
O que de fato nunca podemos negar é que sempre esbarraremos em adictos andando livremente por aí! Podemos lidar anos a fio com um adicto e só mais tarde percebermos o vasto estrago que ele faz há um bom tempo em suas vidas e nas nossas também, devido ao uso de drogas."

Queridos, como disse mais acima Dárlea fala com categoria e conhecimento de causa e se formos analisar é exatamente assim. Como codependente posso dizer que nos enquadramos nas descrições acima. Como eu digo, somos doentes tão ou até mais que os adictos.
O que me chama muito atenção é a reflexão de devemos fazer para que possamos buscar entender e olhar com outros olhos os adictos para que possamos ter uma relação mais saudável com eles, devemos também analisar onde eu me enquadro nessas descrições. Nos perguntar: Sou deste jeito? tenho esta atitude? Sufoco as pessoas? Por qual motivo as pessoas se lembram de mim? Dou trabalho para as pessoas que convivem comigo?

Espero que este post auxilie a todos e sugiro para quem não conhece os livros da Dárlea que busquem conhecer: darleazacharias.com.br

beijo enorme a todos!